quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DETERMINISMO, FATALISMO E LIVRE-ARBÍTRIO



DETERMINISMO

O Determinismo Absoluto ou Universal afirma que os fatos de nossa vida e da história passam a ser decorrentes de um complexo sistema de causas e efeitos inevitáveis e independentes de nossa vontade.
O Determinismo Absoluto leva ao mecanicismo, segundo o qual o homem é previsível e controlável como uma máquina e, portanto, sem autodeterminação, sem liberdade.

FATALISMO

Denomina-se fatalismo ou destino à crença de que os fatos de nossa vida dependem, não do exercício de nossa liberdade, mas da vontade de forças superiores, como Deus ou Deuses.
É comum encontrarmos pessoas fatalistas. Após tragédias como enchentes, mortes no trânsito, há sempre alguém para justificar: “Tinha de acontecer, era o destino, estava escrito...”.
A crença no destino nega radicalmente a liberdade humana e é maléfica para a sociedade: pois, se o nosso destino já está predeterminado, para que educar para o trânsito? Para que exigir das autoridades a solução das enchentes? Para que lutar por justiça? Para que reivindicar o fim das opressões? Se somos determinados pelo destino, não há como responsabilizar os desonestos, os opressores, os exploradores, os ladrões e os assassinos, pois seriam, todos eles, vítimas do destino.
Os adeptos do fatalismo ignoram que os homens é que constroem e destroem cidades, criam culturas, erguem civilizações, arquitetam guerras e promovem a paz. Apesar dos condicionamentos, o homem se define pela liberdade e pela responsabilidade.

O LIVRE-ARBÍTRIO

O Livre-arbítrio é, basicamente, a expressão usada para significar a vontade livre de escolha, as decisões livres. O homem tem capacidade de discernimento, o que lhe possibilita fazer escolhas voluntárias e independentes de qualquer pressão interna ou externa:
“O homem tem o poder de escolher um ato ou não, independentemente das forças que o constrangem. Ser livre é decidir e agir como se quer, sem qualquer determinação causal, quer seja exterior (ambiente em que se vive), quer seja interior (desejos, caráter)”.  (ARANHA, M. Lúcia de A. e MRTINS, M. Helena P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1986. P. 316).
O livre arbítrio, que quer dizer, o juízo livre, é a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, conscientemente conhecidos. Ele é, tanto uma crença religiosa, quanto uma proposta filosófica que defende que a pessoa tem o poder de decidir suas ações e pensamentos segundo seu próprio desejo e crença.
A pessoa que faz uma livre escolha pode se basear em uma análise relacionada ao meio ou não, e a escolha que é feita pelo agente pode resultar em ações para beneficiá-lo ou não. As ações resultantes das suas decisões são subordinadas somente a vontade consciente do agente da ação.

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